segunda-feira, Agosto 21, 2006

Pedro Alecrim


António Mota, autor de uma já extensa e reconhecida obra dedicada aos leitores mais jovens, publicou Pedro Alecrim, romance vencedor do Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças em 1990.

Num Pragal ainda rural, Pedro Alecrim vive com a sua família. Todos os dias, Pedro vai para a escola, brinca e ajuda os pais no trabalho do campo. Não sendo um aluno brilhante, Pedro Alecrim gosta da escola, embora tenha pena que os professores não lhe expliquem porque é que as coisas são como são e que nem tudo o que aprenda lhe seja útil na sua vida fora da escola.
É no equilíbrio entre a ingenuidade e os sonhos de criança e a percepção, sempre latente, de que a vida reserva mais problemas e dificuldades do que uma longa caminhada para a escola em dia de temporal que vive Pedro Alecrim.

Sem cair numa escrita de pendor moralista, este livro conta, com simplicidade (a simplicidade de Pedro), uma história que nos faz reflectir sobre o tempo e sobre a necessidade de não desperdiçar aquilo que nos é dado, quando nos é dado (ao contrário do que faziam os meninos mimados na cantina da escola, diriam Pedro e o seu amigo Nicolau). António Mota consegue, sem perder coesão, contar a crianças e a adultos a história de um menino que viu a sua vida mudar depois da morte do pai e que soube lidar com novas e pesadas responsabilidades com uma naturalidade que talvez estivesse fora do alcance de um adulto.

Professor há vários anos, António Mota conhece bem a linguagem e o universo da literatura infantil e juvenil, sabendo, por isso, que é um erro subestimar a capacidade que as crianças têm de compreender as mensagens que os seus livros encerram. Este livro, embora especialmente destinado a um público mais jovem, pode e deve ser lido por todos, porque às vezes é muito fácil esquecermos aquilo que temos e aquilo que queremos.



Edição utilizada:
António Mota, Pedro Alecrim, ilustrações de Vítor Simões, 4.ª edição, Edinter, s.l., s.d.

Actualmente, Pedro Alecrim, bem como a restante obra de António Mota, é editado pela Gailivro.

12 comentários:

Samantha Ripley disse...

Só agora pude consultar este delicioso blog que é de extrema qualidade. Registei com atenção todas as sugestões literárias e só me resta elogiar o teu trabalho de verdadeira heroína por conseguires vencer sempre a preguiça, inimiga mortal.

Aida Cardoso disse...

Vi só hoje o comentário (não sei se está cá há muito tempo ou não porque este post é mais antigo. Obrigada e espero que as minhas sugestões, como dizes, se reflictam em leituras que gostes de fazer.

Aida Cardoso disse...

Vi só hoje o comentário (não sei se está cá há muito tempo ou não porque este post é mais antigo). Obrigada e espero que as minhas sugestões, como dizes, se reflictam em leituras que gostes de fazer.

Anónimo disse...

Obrigado. Gostei muito de ler o seu comentário que já pus na minha página em http://gailivro.pt/amota/index.php?module=opinioes
António Mota

Aida Cardoso disse...

Se alguém tem que agradecer esse alguém sou eu. Pedro Alecrim é um dos meus livros preferidos e é, sem dúvida, um livro que muito me marcou quando o li, ainda pequena.

Anónimo disse...

Gostei do livro

Anónimo disse...

esse livro dá para jovens de doze anos?

Anónimo disse...

Olá ando no 5ºano escolaridade e andamos a analisar o livro obra de António Mota «Pedro Alecrim» e na parte em que o pai dele morre estava a minha stôra a ler e era a parte em que o pai do Pedro morre. A minha professora perdeu o pai ou mãe, não me lembro, só sei que foi aos 13 anos e começou a chorar na parte em que o pai do Pedro morre.
Foi uma grande bronca. Quase que eu e os meus colegas também choravam. Foi mau, e assim foi. Adorei falar aqui no site. E também adoro a obra de António Mota.

Anónimo disse...

eu ainda nao o cheguei a ler mas quando começar nao quero parar de o ler pois deve ser muit giro eu adoro os livros de antónio mota

Anónimo disse...

muiti bom

Anónimo disse...

adoreio

Anónimo disse...

Esta obra de António Mota é espectacular e extremamente realista, pois fala de episódios que se podem comparar aos de hoje em dia,