quinta-feira, dezembro 13, 2007

Byblos


É hoje inaugurada a maior livraria do País, a Byblos. A partir de amanhã de manhã, a Byblos estará aberta ao público. Se quiserem ficar a saber mais sobre o ambicioso projecto de Américo Areal, não deixem de visitar o blogue dos Booktailors, em http://www.blogtailors.blogspot.com/, onde têm vindo a ser publicados vários posts sobre este conceito inovador de livraria.

Para assinalar o acontecimento, deixo aqui o artigo de Isabel Coutinho sobre a nova livraria, publicado na edição on-line do Público.

Grande aposta em catálogo de 150 mil títulos
Byblos, a maior e mais moderna livraria portuguesa é hoje inaugurada em Lisboa

A inauguração da maior livraria portuguesa, a Byblos, um sonho antigo de Américo Areal, ex-dono das Edições Asa, está marcada para esta noite só para convidados. A livraria abre ao público amanhã, às 10h.

É um espaço gigantesco - 3300 m2 distribuídos por dois andares - e aposta no fundo editorial. Vai ter entre 120 mil e 150 mil títulos. Além de livros, a Byblos vende revistas, CD, DVD, merchandising relacionado com o livro, gifts (canetas, luzes de leitura, etc.) e tem um game center (espaço com videojogos). Ao lado das novidades, estão livros, discos, jogos e filmes que saíram há mais de seis meses e hoje são difíceis de encontrar no mercado.

É uma livraria "inteligente": usa as novas tecnologias para dar conforto ao cliente, que pode começar a gerir a sua lista de compras a partir de casa (através do site www.byblos.pt). Cada cliente terá um cartão Byblos que pode ser carregado no multibanco para compras na livraria ou no site.

Quando o PÚBLICO visitou a Byblos as tecnologias ainda não estavam a funcionar. Mas a estante robotizada com 65 mil títulos (a pesquisa faz-se num computador) já estava instalada.

Os produtos à venda estão espalhados por prateleiras, mesas, vitrinas, gavetas como em qualquer livraria. O que é inovador na Byblos é o seu mobiliário integrar um software que ajuda na localização dos livros através de etiquetas RFID - Identificação por Radiofrequência. Cada livro terá uma etiqueta electrónica que está relacionada com outra que assinala determinado lugar na prateleira. Se o livro for colocado fora do seu sítio, o sistema central detecta o erro (as prateleiras têm antenas) e envia uma mensagem de e-mail para o computador do empregado responsável por essa área na livraria. Ele tem dez minutos para colocar o livro no lugar certo.

Por sua vez, os clientes podem fazer pesquisas nos 34 ecrãs tácteis espalhados pela livraria e ficar a saber a localização exacta dos produtos que procuram. Um papel com as referências da localização é impresso pela máquina. Informações com tops de vendas, promoções e agenda aparecem nos 54 ecrãs LCD da livraria. À saída, basta ao cliente pousar os livros na caixa de pagamento (numa pilha até 80 cm de altura) e o sistema lê o conjunto de compras (através da radiofrequência) sem ser necessário passar um a um.

A Byblos tem ainda um auditório para 137 pessoas sentadas, camarim e gabinete de primeiros socorros. Na cafetaria vão servir refeições ligeiras.

A livraria vai funcionar de segunda a sábado, das 10h às 23h e ao domingo das 10h às 13h. Tem acessos pela Rua Carlos Alberto Mota Pinto, n.º 17 e pela Rua Joshua Benoliel (Amoreiras). Uma das portas dá directamente para a zona das crianças, com um barco (tem sino, leme, velas) e uma árvore com uma casa de madeira. Ali é possível brincar com jogos interactivos criados pela YDreams. Outra entrada dá para o quiosque, 280m2 com jornais e revistas especializadas.

Quatro milhões de euros

"Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria", lê-se numa das paredes, e a felicidade para o dono da livraria será quando "as pessoas pensarem em livro, pensarem na Byblos". Areal vendeu a sua empresa ao grupo de Paes do Amaral e investiu quatro milhões de euros neste projecto. Para o ano quer inaugurar uma Byblos no Porto e construir uma cadeia de livrarias no país. "Hoje o livro está disponível em gasolineiras, estações de CTT, hipermercados, tabacarias. Mas quanto mais próximo, menor é a oferta", explica. "Por isso surge a tendência oposta, a das cadeias de grandes livrarias." Em França, em 2004, faliram centenas de pequenas livrarias mas a megalivraria cresceu 5,6 por cento.

"Há um vastíssimo público que não encontra resposta para as suas necessidades. Quer dar aos seus filhos o que gostou de ler e não encontra. Em todo o lado há livrarias de fundo editorial. Não seria a altura de aparecer uma em Portugal?", afirma Areal. Para o livro estrangeiro, têm acordos internacionais e na edição portuguesa andam "à pesca" dos editores mais pequenos e da edição de autor. "Quem tiver um livro venha ter connosco porque o queremos ter disponível quer fisicamente quer na Internet", pede.

1 comentário:

Wellington Almeida disse...

Olá. Cheguei até por causa da tua lista no blogue Radar.
Gostei da lista... apesar de não concordar com alguns...

Mas o blogue ta giro..Parabéns.

Abraço.